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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Como explicar otakisses para não otakus


Então, você quer saber porque tenho obssessão por essas coisas de criança? Sente-se, querido, vou te contar uma história...


Acho que você, ordinário otaku, aspirante a possuidor de um Death Note (eu sei bem o que você pretende fazer com esse caderno, meu jovem), já deve ter passado por uma experiência semelhante:

Aquela Pessoinha - Mas, afinal... Por que você fica assistindo e lendo essas coisas cheias de garotas mágicas e colecionando esses bonequinhos? Vá estudar, seu vagabundo!
Você - ... Cara, é porque eu gosto.
Aquela Pessoinha (maldita) - Você gosta de ficar vagabundeando por aí, obcecado por coisas de crianças, enquanto não investe para o seu futuro?

... E a conversa segue, seguindo várias ramificações. Mas, se por algum milagre, Aquela Pessoinha estiver curiosa quanto à cultura otaku, o que você irá dizer? Para ir procurar umas coisinhas na internet chamadas "hentai"? (Sempre tem um engraçadinho que diz isso mesmo, e tem uns que realmente viram fãs de anime por causa disso, mas isso está fora do assunto...). Por via das dúvidas, aqui está uma lista de coisas simples para dizer quando alguém estiver interessado em aprender um pouco mais sobre nós, viciados.

E sim, esse post pode servir para as pessoas que querem entrar nessa onda, mas depois eu posto uma lista de recomendações de anime para iniciantes.



Comece dizendo que animes não são lá tão estranhos como muitos pensam 

(uma mentira lavada do caramba, mas pode funcionar)





Entendam, ficções SERVEM para não ser reais. Então um momento ou outro vai aparecer algo que não condiz com a realidade, e isso é perfeitamente normal. Mas se o sujeito insistir que animes são estranhos demais para que fique interessado nisso, se você for uma pessoa civilizada, e sabe respeitar os direitos humanos, vai deixar o sujeito em paz e esperar um momento mais adequado para conversar sobre isso, caso contrário, (muitos conhecidos meus como exemplo) ainda tem a opção de insistir nisso como qualquer outro fanático. Mas se fizer isso, saiba que está com sua conta em risco.



Quer algo específico? Olha quantos gêneros de anime por aí!


Light e L investigando um anime com um gênero realmente interessante.

Assim como os filmes e seriados ocidentais têm cada um um gênero e uma classificação diferente, no oriente não é diferente. E sites como My Anime List e blogs muito bem informados podem ajudar consideravelmente quando se trata de navegar por esses perigosos mares de cultura pop japonesa: animes, mangás, light novels e etc.


(Maioria da) Comunidade otaku é simplesmente incrível!


Muitos dos melhores amigos que já tive foram, e ainda são, uma parte dessa comunidade (tá mais para entidade). E sabe o que é melhor? Eles estão por todo lugar! Mesmo que não tenha muitos próximos de você, essa internet que você está provavelmente usando agora está infestada deles. Nem precisa procurar muito, somos um bando de gente sem nada pra fazer mesmo.


Mas tome cuidado na hora de recomendar!


Se você já conhece bem a pessoa que está querendo levar para o Lado Negro da Força, não vai haver muita dificuldade, mas do mesmo jeito pergunte. Pergunte quanta paciência ela teria para assistir um anime grande, se ela gosta ou não de ação, romance, e assim vai. Pergunte o máximo possível para não haver erro no momento de selecionar um anime para recomendar.

Depois de todo esse ritual, e o sujeito for assistir o anime e gostar (ou, se não gostar, tiver um pouco mais de curiosidade), pode passar para a próxima fase. Fale um pouco mais sobre animes, mangás, e cultura japonesa. Mas vai de leve, pouquinho em pouquinho, até que ele seja completamente abduzido pelo poder moe.


Mais fases para o ritual? Deixa nos comentários!

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